Sondagem aponta para segunda volta das presidenciais entre Ventura, Seguro ou Cotrim

André Ventura surge em primeiro lugar nas intenções de voto da sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, separado por apenas um ponto percentual de António José Seguro. Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes caem para quarto e quinto lugar, respetivamente.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Foto: Marcos Borga - Lusa

Se as eleições presidenciais fossem hoje, André Ventura e António José Seguro seriam os candidatos que passariam a uma segunda volta, com 24% e 23% dos votos respetivamente.

João Cotrim de Figueiredo surge em terceiro lugar, com 19% dos votos, podendo ainda passar à segunda volta, tendo em conta a margem de erro da sondagem. De fora de uma segunda volta ficam Gouveia e Melo e Marques Mendes, ambos empatados com 14%. 


Os candidatos apoiados pelo PS e pela Iniciativa Liberal são os que registam a subida mais significativa face à sondagem de dezembro. Em sentido inverso, o candidato apoiado pelo PSD e o almirante são os que sofrem uma maior queda.

À esquerda, três candidatos surge com números residuais: Catarina Martins e António Filipe arrecadam 2%, Jorge Pinto tem 1,5% e os restantes não chegam a 1%. Os resultados antecipam uma eleição renhida, com três candidatos na frente separados por poucos pontos.

Há ainda 15% de eleitores indecisos e metade dos que manifestam intenção de voto ainda abrem, ou entreabrem, a porta à possibilidade de alteração do seu sentido de voto. Apenas 49% dos que têm hoje uma intenção de voto garantem que essa já não se altera.
Ventura com maior rejeição na segunda volta
É quase uma certeza que a campanha vai continuar depois de 18 de janeiro e os inquiridos desta sondagem responderam sobre a possibilidade de votar nos principais candidatos na segunda volta. 

Destes, 54% admitem votar em Seguro e 48% em Gouveia e Melo. Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes não passam dos 45% e Ventura tem a taxa a maior taxa de rejeição, com apenas 33% dos inquiridos a admitir votar no líder do Chega numa segunda volta.

Jorge Pinto, António Filipe e Catarina Martins são os candidatos que apresentam maiores níveis de rejeição logo à primeira volta: mais de 70% responde que "não votaria de certeza" em nenhum deles.Seguro, Gouveia e Melo, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes são os quatro candidatos com menores níveis de rejeição.

Nenhum dos candidatos conseguiu, até ao momento, convencer uma percentagem que se aproxime dos 50% da população que tenciona votar. No entanto, Ventura (23%) e Seguro (22%) são aqueles nos quais mais pessoas votariam sem qualquer problema.

Somando as percentagens de quem respondeu “poderia votar nesse candidato” e “votaria sem problemas nesse candidato”, Seguro, Gouveia e Melo, Cotrim e Marques Mendes são os que, por agora, parecem ter maior capacidade de agregar votos na segunda volta.

João Cotrim de Figueiredo é o candidato com o voto menos fidelizado, uma vez que quase 60% dos que disseram que votavam no candidato apoiado pela IL admitem poder votar noutro. Por outro lado, André Ventura é quem tem os votos mais certos: 74% garantem que já não mudam de opinião.

Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2026. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1770 inquéritos válidos, sendo 44% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 22% do Centro, 32% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 5% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 38%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1770 inquiridos é de 2,2%, com um nível de confiança de 95%.

*Foram contactadas 4684 pessoas. De entre estas, 1770 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
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